sexta-feira, 23 de março de 2012

E finalmente chegaram as férias

E melhor só mesmo a espetacular viagem que vou ter. Só faltavam algumas pessoas para ser perfeita

domingo, 11 de março de 2012

MAtemática a quanto me obrigas

Só espero que os senhores lá do ministério sejam bonzinhos e não metam um teste intragável que eu quero ter boa nota

sexta-feira, 9 de março de 2012

Adeus

Já gastámos as palavras pela rua, meu amor, 
e o que nos ficou não chega 

para afastar o frio de quatro paredes. 
Gastámos tudo menos o silêncio. 
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas, 
gastámos as mãos à força de as apertarmos, 
gastámos o relógio e as pedras das esquinas 
em esperas inúteis. 

Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada. 
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro; 
era como se todas as coisas fossem minhas: 
quanto mais te dava mais tinha para te dar. 

Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes. 
E eu acreditava. 
Acreditava, 
porque ao teu lado 
todas as coisas eram possíveis. 

Mas isso era no tempo dos segredos, 
era no tempo em que o teu corpo era um aquário, 
era no tempo em que os meus olhos 
eram realmente peixes verdes. 
Hoje são apenas os meus olhos. 
É pouco, mas é verdade, 
uns olhos como todos os outros. 

Já gastámos as palavras. 
Quando agora digo: meu amor
já se não passa absolutamente nada. 
E no entanto, antes das palavras gastas, 
tenho a certeza 
que todas as coisas estremeciam 
só de murmurar o teu nome 
no silêncio do meu coração. 

Não temos já nada para dar. 
Dentro de ti 
não há nada que me peça água. 
O passado é inútil como um trapo. 
E já te disse: as palavras estão gastas. 

Adeus. 

Eugénio de Andrade

quarta-feira, 7 de março de 2012

E já só faltam 18 dias *.*
Os meus braços continuam a procurar refúgio nos teus, os meus olhos continuam a procurar os teus, encontrando alguém ainda mais confuso do que eu própria. A minha consciência diz-me que tu sempre foste assim, que não consegues assumir um compromisso e que nunca seria feliz a teu lado, que tudo nao passou duma fantasia, mas o meu coração pensa duma maneira diferente. Para ele aquilo que tivemos foi real e não podia ter acabado desta forma. Ele acredita que ainda pensas em mim quando te deitas, que queres tanto estar comigo como eu, que só tens medo daquilo que possa vir a acontecer. Tendo perspetivas diferentes, têm discussões acesas todos os dias, elegendo-me como juíz para dar a minha sentença. Até agora tem sido a minha consciência a ganhar e tenho tentado esquecer aquilo que se passou, pensar que alguém melhor há-de vir. Mas e quando o meu coração começar a bater por outra pessoa? Será que esta rivalidade acaba e que terei finalmente paz? Só o tempo o dirá