Finalmente. Já não podia ver livros à frente. Agora é esperar que os corretores sejam bonzinhos
quarta-feira, 27 de junho de 2012
segunda-feira, 18 de junho de 2012
sábado, 14 de abril de 2012
Calpe
Aqui ficam algumas fotos para vos despertar o interesse em conhecer esta cidade espanhola
Já há bastante tempo que não venho cá. Primeiro foi a viagem de finalistas, que tenho a dizer que foi a melhor experiência que eu já tive em toda a minha vida. É uma semana inesquecível e que toda a gente devia ter. Eu já estou cheia de saudades e com vontade de lá voltar. Quando tiver mais tempinho depois falo-vos mais um bocadinho desta semana. Depois de vir tive aulas de condução e já tenho o código =D Agora é só a condução e já tenho a minha cartinha. Espero conseguir tirá-la rapidamente que é para poder ir passear com os meus amigos. Quando poder vou dar uma espreitadela aos vossos blogues :)
sexta-feira, 23 de março de 2012
domingo, 18 de março de 2012
domingo, 11 de março de 2012
MAtemática a quanto me obrigas
Só espero que os senhores lá do ministério sejam bonzinhos e não metam um teste intragável que eu quero ter boa nota
sexta-feira, 9 de março de 2012
Adeus
Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.
Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.
E eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.
Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor,
já se não passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.
Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Adeus.
Eugénio de Andrade
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