quarta-feira, 27 de junho de 2012

Férias

Finalmente. Já não podia ver livros à frente. Agora é esperar que os corretores sejam bonzinhos


sábado, 14 de abril de 2012

Calpe

Aqui ficam algumas fotos para vos despertar o interesse em conhecer esta cidade espanhola




Já há bastante tempo que não venho cá. Primeiro foi a viagem de finalistas, que tenho a dizer que foi a melhor experiência que eu já tive em toda a minha vida. É uma semana inesquecível e que toda a gente devia ter. Eu já estou cheia de saudades e com vontade de lá voltar. Quando tiver mais tempinho depois falo-vos mais um bocadinho desta semana. Depois de vir tive aulas de condução e já tenho o código =D Agora é só a condução e já tenho a minha cartinha. Espero conseguir tirá-la rapidamente que é para poder ir passear com os meus amigos. Quando poder vou dar uma espreitadela aos vossos blogues :)

sexta-feira, 23 de março de 2012

E finalmente chegaram as férias

E melhor só mesmo a espetacular viagem que vou ter. Só faltavam algumas pessoas para ser perfeita

domingo, 11 de março de 2012

MAtemática a quanto me obrigas

Só espero que os senhores lá do ministério sejam bonzinhos e não metam um teste intragável que eu quero ter boa nota

sexta-feira, 9 de março de 2012

Adeus

Já gastámos as palavras pela rua, meu amor, 
e o que nos ficou não chega 

para afastar o frio de quatro paredes. 
Gastámos tudo menos o silêncio. 
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas, 
gastámos as mãos à força de as apertarmos, 
gastámos o relógio e as pedras das esquinas 
em esperas inúteis. 

Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada. 
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro; 
era como se todas as coisas fossem minhas: 
quanto mais te dava mais tinha para te dar. 

Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes. 
E eu acreditava. 
Acreditava, 
porque ao teu lado 
todas as coisas eram possíveis. 

Mas isso era no tempo dos segredos, 
era no tempo em que o teu corpo era um aquário, 
era no tempo em que os meus olhos 
eram realmente peixes verdes. 
Hoje são apenas os meus olhos. 
É pouco, mas é verdade, 
uns olhos como todos os outros. 

Já gastámos as palavras. 
Quando agora digo: meu amor
já se não passa absolutamente nada. 
E no entanto, antes das palavras gastas, 
tenho a certeza 
que todas as coisas estremeciam 
só de murmurar o teu nome 
no silêncio do meu coração. 

Não temos já nada para dar. 
Dentro de ti 
não há nada que me peça água. 
O passado é inútil como um trapo. 
E já te disse: as palavras estão gastas. 

Adeus. 

Eugénio de Andrade